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A greve dos Técnicos-Administrativos da UFOPA vai parar no dia 14 de julho?














Veja: Técnicos-Administrativos da UFOPA, rejeitam a orientação da FASUBRA e decidem continuar em GREVE.



Vejam o que foi publicado no site da FASUBRA – Federação
de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras, e eu volto depois
para comentar alguma coisa, que julgo ser importante.








“Comando Nacional de Greve orienta suspensão da greve nacional a partir do
dia 14 de julho



Comando Nacional de Greve Reuinido(Sic) no dia 06 de julho após avaliação
deliberou pela suspensão da greve, como estratégia para retomar as negociações
com o governo. A decisão se deu após debate e votação de duas propostas. A
proposta 1, que obteve 47 votos, defendeu a manutenção da greve com
radicalização na base e a recusa do documento enviado pelo Governo. A proposta
2, que obteve 52 votos, defendeu a suspensão da greve a partir do dia 14 de
julho, com abertura imediata das negociações, a tempo de inclusão do resultado
dessas negociações(Sic) na LOA/2012.”






Alguns colegas chegaram a me informar que a GREVE dos Técnicos-Administrativos
da UFOPA está com a data prevista para acabar. Esta informação, apesar de, possivelmente
está embasada no texto acima, ela não é verídica.





A greve dos técnicos da UFOPA, até o presente momento, ainda não tem nenhuma
data para terminar. Percebam que o texto acima é claro, a FASUBRA não nos
ordenou a parar a GREVE, e na verdade, ela nem teria tal competência, ela
apenas “orientou” a suspensão da greve.





Cabe à cada comando de greve, reunir-se em assembleia com a categoria e discutir
as propostas, para então decidir se param ou não. E com certeza, é isto que o
comando de greve da UFOPA irá fazer, colocar em votação na Assembleia Geral da
categoria, para que possamos decidir, se a greve pára ou não.





Na verdade, a FASUBRA, caiu na “história pra boi dormir”,
como diz o amazônida. Eles assim decidiram depois que o Governo da Dilma do PT
- partido que tanto apoiou greves e que agora que está no governo quer abafar a
nossa - disse que só negociará com a categoria se a Greve for suspensa. 





Ora, se
a greve é um direito nosso, e aliás, a única forma de nós funcionários públicos
reivindicarmos nossos direitos, e sermos ouvidos pelo governo por então
pararíamos agora? Pois, quem deveria ser nossos representantes (os deputados),
na maioria das vezes poucos se interessam por nós.





Querem saber minha posição em relação ao assunto?




Minha posição é bem simples: Só paramos a greve, depois que
o governo negociar e nos atender nos seguintes pontos:


  • Retirada do Projeto de Lei
    (PL 549/2009) que congela os reajustes salariais dos servidores públicos
    federais por dez anos e suspende o investimento no serviço público
    (concursos, reajustes salariais, obras, reformas, etc.), gerando problemas
    não apenas para os servidores, mas para toda a sociedade, pois interfere
    diretamente na qualidade da oferta do serviço à população. Neste sentido,
    é que ressaltamos que a defesa da educação não é só dos servidores
    públicos, mas sim de toda a sociedade.

  • Isonomia salarial e de
    benefícios (auxilio alimentação), igualando os salários dos
    Técnico-Administrativos em Educação aos salários dos demais servidores da
    União;

  • Reajuste salarial – piso de
    três salários mínimos para servidores de nível fundamental e percentual de
    5% na progressão vertical por mérito profissional, no Plano de Cargos e
    Carreira dos Técnico-Administrativos em Educação;

  • Regime de 30 horas semanais,
    sem redução salarial (equiparando com outras categorias que já trabalham
    nesse regime);

  • Reposicionamento dos
    aposentados (mudança na Lei 11.091);

  • Espaço físico e
    infraestrutura para a Comissão Interna de Supervisão– que tem a finalidade
    de acompanhar, fiscalizar e avaliar a implementação dos direitos dos
    servidores no âmbito das universidades federais.



Se esses pontos forem atendidos, ou pelo menos houver uma
negociação séria, aí sim paramos a greve. Agora, parar a Greve, só porque o
governo da Dilma mandou e a FASUBRA obedeceu, não me parece muito conveniente
nem oportuno, muito pelo contrário, se formos "na onda da FASUBRA"
vamos  demostrar que a nossa categoria é fraca e impotente adiante do “lulismo”
da Dilma. 



Observação: Este blog é pessoal e todas as postagens são de minha autoria. Portanto, podem não
refletir em 100% a ideia do comando de GREVE e/ou da categoria.

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