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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A poesia que não foi escrita


A poesia que não foi escrita, falava de ti,
Belterra cidade querida!
Falava sobre amor, paixão, ilusão.

Falava sobre imagem, paisagem, bobagens, sonhos de um palmo de chão.

Solidão, cegueira, besteira...
Falava sobre queda, ferida, descida...
Lágrima, pranto, feitiço, encanto, traição, eternidade, dimensão.

Falava de ti, do desejo, do medo da morte, do coração.
De tudo falava um pouco, e nas entrelinhas falava de coisas que não foram escritas em seus livros de história.
Beleza, repúdio, orgulho...
Falava de amor. Falava de tudo!

A poesia que não foi escrita, falava do bem do mal, do santo, profano...
Falava de dor, tristeza, pavor...
Falava de lendas, de contos, guerreiros, de paz, de guerra, de luz.

Do Uirapuru, Boto, da Yara, mãe d'agua, mãe da alma, do canto, da sedução, do encanto.

A poesia que não foi escrita falava da terra, da agua, do ar. 
Do canto dos pássaros, dos peixes, das matas, do arco-iris no céu de anil.

Falava da Princesa da Serra, amada, cobiçada, rica, por vezes maltratada, esperando um dia ser valorizada.

Falava da minha procura, do desejo, da ternura.
A poesia que não foi escrita, falava dos igarapés, das praias, navios, canoas e barcos, do amor, da Samaúma de tudo!
A poesia que não foi escrita falava dos índios, ribeirinhos, das historias contadas, faladas, inventadas, contos de pescador.

Falava das noites estreladas, viajens marcadas, que em nossa alma foram eternizadas.

A poesia que não foi escrita falava de tudo um pouco, do bravo caboclo valente, a pequena jovem insolente.
Do fundo do imenso mar. Ao mais alto que pude alcançar.

A poesia que não foi escrita falava, de ti Belterra, rainha do alto da Serra, da criação, da comunhão.
Falava do que não foi registrado, do que não foi lembrado.

Falava de sonhos sonhados, que não foram realizados e que nos ceringais foram plantados.

A poesia que não foi escrita, falava das revoltas, da religião, de amizade, da alma de salvação, do Criador.

Falava dessa imensidão azul, da natureza amada que seu seio criou essa perola, a joia, que nesses escritos é homenageada com amor.

Autor desconhecido.

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Fonte da imagem: link

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