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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Projeto do hospital Hospital Sírio-Libanês contribui para prevenção de câncer colorretal na cidade de Belterra - Pará







Uma iniciativa do Hospital Sírio-Libanês, com apoio da Boston Scientific - empresa fabricante de tecnologias na área médica - tem apoiado desde outubro de 2014 a campanha "Quem procura, cura", cujo objetivo é fazer o rastreamento do câncer colorretal no município de Belterra, no Pará. Das cerca de 1400 pessoas examinadas até o momento, foram retirados 260 pólipos por via endoscópica e 15 tumores através de cirurgias, sendo nove de estômago e seis colorretais.

O câncer colorretal é aquele que acomete um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, aproximadamente 34.280 pessoas no Brasil irão desenvolver esse tipo de câncer em 2016.

No entanto, na maioria das vezes, esses tumores se iniciam a partir de pólipos - pequenas lesões internas semelhantes a uma verruga. "A melhor maneira de prevenir o câncer colorretal então é detectar e remover esses pólipos antes de eles se tornarem malignos", explica o dr. Marcelo Averbach, coloproctologista no Hospital Sírio-Libanês e idealizador desse projeto em Belterra.

Em sistema de mutirões previamente divulgados à população, os pacientes envolvidos nesse projeto realizam gratuitamente exames laboratoriais de detecção de parasitas e sangue nas fezes; e exames de endoscopia digestiva alta e colonoscopia. Nestes dois últimos exames, enquanto o médico visualiza internamente o sistema digestivo do paciente, ele já aproveita parar retirar os pólipos encontrados (polipectomia). Todos os materiais coletados são enviados para análise no Laboratório de Anatomia Patológica do Sírio-Libanês. 





Objetivos sociais



O município de Belterra tem aproximadamente 18 mil habitantes e está localizado às margens do rio Tapajós, numa região amazônica do Pará. Até o final do projeto, a expectativa é levar os exames de detecção do câncer colorretal para aproximadamente 2.300 homens e mulheres entre 50 e 70 anos de idade. Isso representa praticamente todas as pessoas que teriam a indicação desses exames naquele município.

Segundo o dr. Averbach, até mesmo os povoados mais remotos foram incluídos no projeto, sendo possível a realização dos exames graças ao apoio da Unidade de Saúde Fluvial Abaré. Nessa embarcação é montada uma unidade de endoscopia flutuante para que ocorram visitas às comunidades ribeirinhas, evitando assim um grande deslocamento de pessoas. "Ao levar nosso conhecimento e experiência no diagnóstico e cuidado do câncer colorretal, estamos contribuindo efetivamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas daquela região", avalia o médico.

Troca de experiências

A equipe envolvida na campanha "Quem procura, cura" é formada ainda pelo dr. Angelo Ferrari, gastroenterologista e endoscopista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); pelos drs. Fabio Tozzi e Marcos Fortes, cirurgiões do Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém; entre outros médicos locais, enfermeiros e agentes comunitários de saúde.

Em todas as expedições, o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP) proporciona a participação de dois estudantes de medicina ligados à instituição, e a Boston Scientific apoia a ida de um médico residente em endoscopia. Isso faz com que o programa tenha também um objetivo educativo.

Para a médica Larissa Maciel Vendrame Fanti, de 30 anos de idade, residente em Endoscopia no IEP, o trabalho em Belterra serviu como inspiração para o início na profissão. "Participar dessa iniciativa que está salvando vidas e levando saúde para um local tão remoto é muito gratificante", comenta. "E para a gente também é enriquecedor poder ouvir diferentes histórias de vida e sobre a medicina curativa da Amazônia", acrescenta.

O programa em Belterra pretende também contribuir com a ciência, analisando a relação de custo e efetividade de se usar a colonoscopia para o rastreamento do câncer de colorretal e a endoscopia digestiva alta para o câncer de esôfago e estômago em cidades de pequeno e médio porte.

Essa campanha conta ainda com o apoio da Prefeitura de Belterra, do Hospital Regional de Santarém e com a empresa Fujinon e seus representantes, que têm fornecido os equipamentos para a realização dos exames. 





Fonte: Sírio-Libanês 


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