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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Professores federais farão paralisação na próxima quarta(22)


Os professores das Instituições Federais de Ensino vão paralisar suas atividades docentes por 24 horas, no próximo dia 22 de maio. A definição foi feita na última reunião do Setor das Ifes do ANDES-SN e tem sido referendada em assembleias de base em todo o país.





A paralisação faz parte da Jornada Nacional de Lutas que o ANDES-SN e as seções sindicais promovem de 20 a 24 de maio em todo o país, com panfletagens, mobilizações e debates sobre a carreira docente na maioria das Universidades federais.





As atividades são formas de pressionar o governo federal para retomar uma agenda de negociações com o ANDES-SN, pois o Ministério do Planejamento tem se recusado, inclusive, a discutir soluções para as distorções criadas pela Lei 12.772/2012.





Os professores reivindicam a reestruturação, de fato, da carreira docente, considerando que o Acordo imposto pelo governo Dilma e assinado pelo Proifes, no final da greve de 2012, não representa as reivindicações da categoria. Na avaliação do movimento docente, a Lei 12.772/2012, resultante do acordo entre governo e Proifes, desestrutura a carreira, modifica as atividades compatíveis com o Regime de Dedicação Exclusiva e não garante isonomia entre os diversos professores.





Segundo a diretoria da ADUFPA, a Lei 12.772 cria um fosso remuneratório, entre níveis e classes, sem critérios. Por exemplo, a progressão da Classe Adjunto 4 para Associado 1 garante um salto de 30% no salário, enquanto que a diferença na remuneração entre Assistente 1 e 2 é menor que 1%. “Além da falta de critérios, a cada nova lei, o governo diminui o percentual dos steps entre níveis e classes, reduzindo o montante total de recursos que vai para o bolso da categoria”, explica a diretora-geral da ADUFPA, Vera Jacob.





Outro problema apontado pelos docentes na Lei é a possibilidade de realização de concursos públicos para professores das Universidades federais com a exigência apenas do título de graduação, o que, na avaliação da ADUFPA, ataca fortemente o tripé ensino, pesquisa e extensão, desrespeita a Lei de Diretrizes e Bases(LDB), que estabelece a pós-graduação como critério para o magistério no ensino superior, e compromete a qualidade dos cursos ofertados pelas instituições de ensino superior.





Durante a paralisação, os professores vão criticar, também, a precarização e sobrecarga do trabalho docente. Na UFPA, a categoria vai reivindicar a ampliação do quadro docente efetivo e a contratação imediata de professores substitutos, além de protestar contra as dificuldades impostas pela reitoria para liberar os professores para fazer pós-graduação.





Após a paralisação, os docentes das universidades federais irão avaliar o movimento na reunião do Setor das IFE do ANDES-SN, que ocorrerá nos dias 24 e 25 de maio, em Brasília, quando os professores irão definir os próximos encaminhamentos e mobilizações da categoria.

Fonte: ADUFPA
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