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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Técnicos administrativos: Saída unificada da greve


TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS: SAÍDA UNIFICADA DA GREVE


27 DE AGOSTO DE 2012 



Os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (TAE) da UFOPA vêm por meio deste informar os últimos encaminhamentos deliberados pela categoria em nível nacional e local. Para isso, torna-se importante fazer uma breve contextualização dos pontos principais que levaram a categoria através da FASUBRA a uma deflagração de greve nacional no dia 11 de junho, acompanhada pelos TAEs da UFOPA oficialmente a partir do dia 12 de junho.





Primeiramente é importante lembrar que os acordos firmados entre os TAEs e o governo, nas greves de 2007 e 2011, não foram cumpridos por parte do governo. Todos os prazos previamente estabelecidos para apresentação de propostas que contemplassem a categoria foram finalizados sem nenhuma sinalização por parte do governo. Nesse contexto, ficou insustentável tanto adiamento e descaso na mesa de negociação, fato que fez com os Técnico-Administrativos das IFES, chegassem ao entendimento que o único caminho a ser seguido nesse momento seria a construção de um forte movimento paredista.





Além disso, os TAEs da UFOPA possuíam questões locais a considerar como a flexibilização da jornada de trabalho; combate ao assédio moral; transparência nos procedimentos de Avaliações do Estágio Probatório, revisão das avaliações eivadas por perseguições a servidores; envio imediato ao MEC do Estatuto aprovado no Congresso Estatuinte; entre outras. Todas essas questões levaram os técnicos da UFOPA a uma decisão favorável à paralisação total das atividades por tempo indeterminado.





Após 74 dias de paralisação, e de várias tentativas de desmobilização por parte do governo, incluindo a ameaça de substituição de servidores federais por estaduais e municipais, e mais recentemente ameaça de corte do ponto, ainda assim a categoria não se intimidou e mostrou disposição de luta.





Assim, no último dia 24 de agosto, após consulta às bases da categoria, foi assinado o acordo entre a FASUBRA e o governo, que estabelece reajuste de 15,8% parcelado em três anos, variação nos percentuais de incentivo à qualificação, aumento do step entre níveis de 3,6% para 3,7% em 2014 e 3,8% em 2015 e a permissão de acumulação de carga horária para progressão por capacitação. Ressalta-se, no entanto, que na assembleia da UFOPA que analisou a proposta do governo, a categoria a rejeitou por considerá-la rebaixada e insatisfatória. Essa decisão foi tomada por entendermos que os índices apresentados não cobrem as perdas salariais de 2010 até 2016, por esse novo acordo não contemplar em sua maioria a pauta nacional, as proposições acordadas desde 2007, e nos amarra pelos próximos três anos, inviabilizando a mobilização da categoria por melhorias neste período. 





Além disso, desde o início da greve em 12 de junho de 2012, a Reitoria por nenhuma vez nos recebeu, apesar das inúmeras solicitações do Comando Local de Greve e Seção Sindical. A “resposta” a nossa pauta local enviada pela Administração no dia 10 de agosto, não atende as nossas reivindicações, tratando cada ponto com mera análise conceitual, como se a categoria não soubesse como se estabelece os procedimentos de estágio probatório, como se incide o assédio moral, ou se concede a flexibilização da jornada de trabalho e insalubridade. Enquanto isso, a nossa problemática interna persiste, sob a ótica de uma gestão pro tempore que desconsidera a representação das bases, e prontamente ameaça com penalidades, como o realizado no Memorando Circular nº. 06 de 16 de gosto de 2012, que trata do corte de ponto dos grevistas, encaminhado pela DGDP, sem ao menos discutir efetivamente a pauta.





Dessa forma, considerando a conjuntura nacional que em sua maioria deliberou por aceitar a proposta do Governo, decidimos, então, acompanhar a decisão do Comando Nacional em uma saída unificada da greve, conforme deliberação e votação na assembleia do dia 23 de agosto de 2012.





No entanto, a categoria avalia que a atitude tomada por parte da atual Administração pro tempore da UFOPA, em ignorar a nossa pauta local, constitui desrespeito aos servidores técnicos que tanto contribuem para esta Instituição. Assim, continuaremos no processo de mobilização em virtude de nossas reivindicações locais até que esta Reitoria modifique sua posição de intransigência.





Finalizamos esta carta com a expectativa de que possamos ter, em um futuro próximo, uma Administração Superior que dialogue com todas as categorias que compõem a UFOPA, para que tenhamos um ambiente de trabalho livre de perseguições políticas, assédio e imposições ou qualquer outro tipo de atitude que prejudique os processos democráticos tão importantes dentro de uma Universidade.





A categoria dos Técnicos da UFOPA

Nota do editor: textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais publicados no espaço "comentários" não refletem necessariamente o pensamento do Portal Blog do Ronilson, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

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