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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Índios Munduruku fazem refém em Jacareacanga

TENSÃO E MEDO EM JACAREACANGA em 03/07/2012






Jacareacanga - Sob o signo da tensão e do medo vive-se desde as primeiras horas do dia de hoje a cidade de Jacareacanga que foi subitamente invadida por guerreiros Munduruku e que após confrontarem com policias militares do destacamento de policia local, esses empreenderam fuga com a intenção de preservarem vidas. Diga-se de passagem uma atitude louvável do comando do destacamento, pois se resistissem muitas vidas seriam ceifadas no embate.






Reclamam os guerreiros que a policia ao prender os matadores de Lelo Akay trucidado a facadas a 15 dias, preservou de prisão o pivô do crime, uma prostituta viciada em entorpecentes que ainda transita nas vias publicas de Jacareacanga. Desde quando ocorreu a invasão da Delegacia de Policia, os indígenas fecharam o cerco nas principais saídas da cidade colocando guerreiros na estrada de acesso à Transamazônica, e até no aeroporto.










Desde a madrugada o clima tenso ganhando clima desesperado recebi um telefonema da parte do Sr. Secretario de Segurança Publica do Estado preocupado com a situação em Jacareacanga, de imediato me aproximei dos amotinados e estreitei a comunicação telefônica com a autoridade que prometeu encaminhar até as seis horas da tarde uma equipe para conversar com os indígenas que ao passar as horas ganham reforços vindos de outras aldeias. Estabelecimentos comerciais institucionais e educandários de ensino cerraram as portas temendo a reação dos indigenas que anseiam a vinda de autoridades da segurança publica para adotarem providencias contra a disseminação de entorpecentes na cidade e denunciam ainda com a conivência de policiais.





Duas casas que no jargão policial é chamada de boca de fumo foram invadidas pelos guerreiros sem entretanto fazerem vitimas, que em resumo somente um policial foi atingido por uma flechada.





Como disse a cada minuto que passa aumenta a tensão pela espera das autoridades que se algo ocorrer que não se apresentem aos indigenas para ouvirem seus reclames a coisa ganhará dimensão catastrófica.





Neste momento cerca de 200 índios concentram-se no local do sinistro e outros perambulam pelas ruas da cidade, sem contudo hostilizarem a população envolvente. Mesmo com alguns soluços de intranquilidade a serenidade dos indígenas sobrepõe-se ao clima hostil que alguns aparentam.





Ameaçam portanto incendiarem pontes de acesso à cidade e outras formas de violência para vingarem o parente barbaramente assassinado. Estão munidos de armamento de ordem cultural como arcos flechas, bordunas e tacapes, e apesar de estarem de posse de três armamentos militares não estão fazendo uso e encontram-se recolhidos para serem entregues às autoridades que devem chegar ainda agora a noite.




Uma cidade inteira esta em prece para a resolução do problema.





REFÉNS DO MEDO em 04/07/2012





Jacareacanga - Sem sombra de dúvidas o principal contratempo para resolução dos problemas de segurança pública que encontra-se sem policiamento e dominado por guerreiros Munduruku foi a falta de comunicação motivada pela inoperancia da telefonia celular VIVO, séries de telefonemas trocados entre propriamente este blogueiro, lideranças indigenas, com autoridades da Segurança Publica Estadual tiveram tempos de espera interminaveis, ligações cortadas e queda do serviço, concorrendo para que o nervosismo, fosse constante entre as partes que tentavam a todo custo serenar os animos tanto exaltados com a finalidade de aguardar a chegada das autoridades. Pode-se dizer que uma população inteira encontra-se refém do medo temendo consequencias que poderiam fazer os guerr4eiros que reclamam contra o hediondo assassinato que vitimou Lelo Akay e ainda contra o comodismo das autoridades ja que os indigenas entendiam dessa forma a falta de mobilização para virem a Jacareacanga. Na verdade a falta de entendimentos deu-se em razão da inoperancia da telefonia movel que comprometeu o desenvolvimento dos entendimentos.





Toda o dialogo que estabeleci com o Sr. Secretario Adjunto da Secretaria de Segurança Publica e esse com os indigenas sofreu descontinuidade em razão das quedas bruscas dos sinais da operadora.





Felizmente ´pela manhã o prefeito do município Raulien Queiróz, reunido com autoridades das policias civil e militar em Itaituba, deu um alento, que estaria sendo deslocado através der aeronave um comando para entrar em entendimentos com os sublevados.





É fato que em posse dos indios encontram-se recolhidas tres armamentos sendo duas metralhadoras-Fuzil e uma arma de porte revolver ou pistola todas sem munições que foram deixadas pelos policiais em fuga e antes de atearem fogo na delegacia os indigenas tomaram posse não para usa-las e sim para fazer moeda de troca pelos presos acusados de matarem Lelo Akay cujo assassinato redundou nessa reação.





No momento depois do contato de Raulien Queiroz e Delegado encaminhado pela Secretaria de Segurança Publica do Estado via telefone com lideres indigenas respira-se momentos de alivio e os indigenas com caracteristicas fisicas através de pinturas corporais hostis mesmo bloqueando alguns acessos da cidade aguardam o contato com as autoridades que devem chegar dentre poucos horas.





Temia-se o envio da Força denominada Tático, pois como é de conhecimento publico é uma policia para inibir todo levante, e isso poderia provocar reação dos Munduruku e ocorrer consequencias tragicas ja que mesmo armados com armamento tribal (Arco Flechas Tacapes, Bordunas) não tendo a mesma responsabilidade de propriedade os indios fatalmente iriam reagir. Não somente homens e sim mulheres, compõe o grupo de indios sublevados.





As duas horas da madrugada uma equipe de reportagem encaminhada por Eliel Sodré da TV Liberal comandada pela repórter Cassiele Rangel chegou na área de conflito e foi bem recebida pelos amotinados que puderam dar a versão dos fatos.





Como encontro-me presentemente em Jacareacanga, e prestei serviços por longo tempo na Funai o suficiente para conhecer muito bem os Munduruku, não por acaso conhecidos historicamente como Caçadores de Cabeça, recomendaria inicialmente a presença de autoridades da Segurança Publica para ouvirem as reivindicações dos indios e depois da saida desses a restituição da segurança publica atraves de policiais militares.




Ao encerrar esta materia neste momento recebo um telefonema informando-me da chegada das autoridades. Alem dos indios familias indigenas que residem na cidade e grande parte da população acercam-se da praça Cristina Ribeiro (Zé Maria) local do encontro.




CLIMA TENSO


Jacareacanga - A delegação composta por um delegado de Policia Civil, o Coordenador da Funai em Itaituba e Procurador, neste instante, (17h08) foram declarados pelos índios, reféns para servirem de moeda de troca pelos acusados de matarem Lelo Akay.



Mesmo sabendo da impossibilidade da justiça soltar os assassinos de Lelo Akay para serem JUSTIÇADOS por vingança pelos parentes indígenas, os indios rebelados inistem na exigência. O CLIMA SEGUE TENSO, mesmo assim não há animosidade contra as pessoas tidas até agora reféns. A decisão pode mudar com o desenvolvimento.






Texto e fotos do Blog Rastilho de Pólvora

Nota do editor: textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais publicados no espaço "comentários" não refletem necessariamente o pensamento do Portal Blog do Ronilson, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

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