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Cargill fará audiência pública em Belterra, visando expandir a empresa









Desmatamento em Belterra - Foto encontrada no site do Greenpeace


A Cargill, aquela empresa que o Ministério Público mandou investigar por possível fraude no Eia-Rima no ano de 2010 e que na época foi destaque na imprensa, onde alguns chegaram até mesmo a cogitar a saída da empresa da cidade de Santarém por possíveis impactos ambientais à praia Vera Paz, está mostrando que não tem planos de sair de Santarém - Amazônia - Brasil tão cedo, muito pelo contrário, pretende é expandir a empresa na região. 





Para isto, já foram realizadas três Audiências Públicas e a última acontecerá em Belterra no dia 26 de maio. Leia a notícia a seguir publicada no site Agência Pará e eu volto logo abaixo:










"A 43º Reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) teve como pauta a resolução nº 94, que trata das audiências públicas do processo de licenciamento do terminal graneleiro de responsabilidade da empresa Cargill S.A. O Coema decidiu, com base nas audiências públicas já realizadas, que fará apenas mais uma audiência no município de Belterra, área de influência direta no empreendimento.









“Já foram realizadas três audiências públicas e a última, em Alenquer, não se mostrou produtiva”, esclareceu o secretário adjunto Rubens Sampaio, que presidiu a mesa. A Diretora de Licenciamento Ambiental da Sema, Lúcia Porpino, endossou : “Por conta do resultado das audiências anteriores, o assunto foi levado em pauta e os conselheiros deliberaram sobre o assunto e decidiram que quatro audiências são suficientes”, explicou.





A audiência está marcada para o dia 26 de maio. A decisão irá acelerar o processo de análise do pedido de expansão da empresa, que já opera em Santarém. Também foi acordada uma reunião extraordinária para tratar do processo de licenciamento da Estação de Transbordo de Cargas no distrito de Miritituba, município de Itaituba, agendada para o dia 8 de maio."







Voltei:




Ou seja, para quem quiser desmatar a Amazônia a hora é agora. Podem desmatar, plantem soja e grãos em geral que a Cargill vai está aí para exportar a produção daqui da Amazônia diretamente para outros países. Quem sabe o governo brasileiro poderá até conceder um selo verde com o título: "Grãos produzidos de forma ecologicamente correta na Amazônia brasileira". Afinal de contas uma praia a mais ou a menos não faz diferença, o que vale a pena mesmo é ver manchetes como esta: "Exportação de soja no Brasil fecha 2011 com recorde", mesmo que depois apareçam manchetes com esta: "Desmatamento na Amazônia quase triplicou em 2012", pois afinal para justificar a segunda manchete o governo só precisa inventar uma pequena desculpa.





Sinceramente, quando vejo professores, doutores, especialistas e o escambau dizendo que o governo brasileiro se interessa pela preservação da Amazônia, dar vontade de sorrir da piada sem graça. Os desentendidos e os sem noções que não saem dos seus escritórios e de suas metrópoles dizem que a causa do desmatamento é a pecuária e que a soja, em geral, usa essas terras já desmatadas. Pode até ser verdade em parte, mas não foi isto que aconteceu em Belterra, cidade histórica pela produção do látex - na era do Fordismo  - que deveria ser muito bem preservada, no entanto, quem visita a cidade ver o desmatamento por todos os lados, causados pela pecuária? Não senhores, pela soja mesmo. E o pior, grande parte das plantações de soja de Belterra são financiadas pelo Banco da Amazônia - BASA. Sabiam disto? Depois não me venham com piadas de mal gosto dizendo que o governo quer preservar coisa nenhuma. Para mim, as reservas florestais criadas pelo governo não passam de cartões postais para serem mostrados à mídia internacional como prova de que o Brasil está mesmo "interessado em preservar". 





Em Belterra, comunidades foram praticamente extintas devido à soja. Um exemplo disto, foi a comunidade do Tracoá, onde morei na minha infância, que foi quase 100% ocupada pela soja. Tem dúvidas quanto à isto? Eu lhe indico o caminho. Vá lá, veja de perto e comprove o que estou falando. Alguns colonos venderam seus terrenos por um preço baixo, devido a falta de conhecimento dos valores que tinham suas terras, e foram se aventurar pela cidade, os demais que ficaram "ilhados" com plantações por todos os lados, venderam seus terrenos com medo de intoxicação devido aos agrotóxicos (veneno, herbicidas e etc) que são aplicados na plantação constantemente.





Mas isso é o de menos, viva a soja, viva o desmatamento, o que mais importa  é que o Brasil seja o maior produtor de sojas do mundo. 





Portanto, quero apenas lembrar ao governo brasileiro e à população em geral que na Amazônia não é como na informática tá? Não existe "CTRL + Z" na Amazônia. O que fizemos hoje, refletirá em todo o nosso futuro.





Para concluir, faço questão de lembrar, eu não sou contra a Cargill nem contra plantação de soja... eu sou simplesmente contra o desmatamento desenfreado da Amazônia, como aconteceu na cidade de Belterra e por toda a região Oeste do Pará. 

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